Em números
Números de operação medidos em 22/08/2026 por consulta ao banco de produção, com dados de teste excluídos. Comparativos de tempo (antes × depois) entrarão como estimativa rotulada, com o método — nunca como medição que não houve.
Onde os sistemas operam
Nada neste portfólio é protótipo de laboratório. Os quatro sistemas operam num mesmo ambiente real — e o ambiente explica a exigência.
O programa
O programa de investimentos da Arteris na concessão federal da BR-101/RJ — da ordem de R$ 7 bilhões, com uma carteira mapeada de 32 obras — duplicações, faixas adicionais, obras de arte especiais e recuperações, distribuídas ao longo de centenas de quilômetros de rodovia em operação. Obra linear, multi-contrato, com múltiplas construtoras executando em paralelo — o cenário em que informação dispersa custa caro e decisão atrasada custa mais.
Quem usa, e para quê
- Em campo, as equipes alimentam o avanço físico — por formulário, pelo mapa ou pelo retigráfico, no ponto em que a obra acontece.
- No planejamento, os cronogramas das construtoras entram no formato nativo, passam pela auditoria de qualidade e viram curva, tendência e comparativo semanal.
- As construtoras contratadas entregam cronogramas em ciclo semanal — e recebem de volta achados com evidência reproduzível, conferível em reunião.
- Coordenação e gerência consomem o resultado: notificados a cada atualização, acessam avanço e desvio em dois cliques, de onde estiverem — sem abrir arquivo, sem pedir a alguém.
Em números de operação (medidos em 22/08/2026): 25 contas de usuário reais em dois setores, seis janelas semanais consecutivas de comparação de cronogramas, e um acervo que já preserva o histórico de avanço do programa num modelo único.
Por que este contexto valida os sistemas
Um ambiente assim não perdoa ferramenta frágil: o cronograma real tem milhares de atividades, calendários com centenas de exceções e todo o ruído de dado que a obra produz. É contra esse material — não contra exemplos limpos — que cada sistema aqui foi validado. Os resultados estão nas páginas de cada criação; o contexto é este.
Ecossistema de acompanhamento de obras
Plataforma web de project controls · em produção
Plataforma web de project controls, em produção na Arteris · o sistema ACOMP-OBRAS (repositório corporativo privado arteris-fluminense/acomp-obras, de minha autoria — histórico de commits verificável) · versão genérica aberta em construção: Chainage
Contexto
O acompanhamento de um programa rodoviário multi-contrato dependia de arquivos dispersos: cronogramas das contratadas em MS Project, medições em planilha, curvas montadas à mão, relatórios remontados a cada ciclo. A informação existia, mas não em um lugar só — e cada pergunta simples ("como está o avanço da frente X?") custava abrir arquivos.
Proposta
Uma plataforma web única onde o cronograma entra no formato nativo (.mpp, sem conversão manual), o avanço é lançado onde a obra acontece — por formulário, pelo mapa ou pelo retigráfico — e toda leitura (curva, desvio, relatório) deriva do mesmo dado.
Como funciona
- Cronograma — importação nativa de MS Project via serviço próprio de leitura (Java + MPXJ), com snapshots imutáveis por entrega e validações que recusam arquivo inconsistente (data de status divergente, avanço em data futura).
- Curva S — prevista × realizada por frente, com o rateio da quantidade no tempo reproduzindo o cálculo do MS Project ao centavo — incluindo calendários com exceções, jornadas parciais e retomadas de tarefa interrompida.
- Retigráfico (gráfico tempo-caminho) — a obra linear vista por quilometragem × tempo, com lançamento de avanço diretamente no gráfico.
- Mapa — lançamento e visualização georreferenciados, com posição por estaca/km projetada sobre o eixo da rodovia.
- Clima — coleta diária de chuva por localização, como variável explicativa de produtividade.
- Relatórios e painel executivo — leitura de uma página para gestão.
- Assistente de IA — consulta em linguagem natural sobre os dados do programa.
- Recepção de relatórios via API — o comparador de cronogramas envia seu relatório ao aplicativo com um clique; gestores são notificados e consultam em qualquer lugar.
Resultado
- Fonte única de verdade para avanço físico: o mesmo dado alimenta curva, mapa, retigráfico e relatório — eliminando a reconciliação manual entre planilhas.
- Informação de avanço e desvio acessível em 2 cliques, de qualquer dispositivo, por qualquer gestor autorizado — antes, exigia abrir arquivos no computador.
- Cronogramas de até 6.483 atividades (60 MB) processados com validação automática — com travas que já impediram, em produção, avanço lançado em data futura e dupla contagem por inconsistência de grafia.
- Escala de entrega: 329 commits em dois meses, ~11 domínios funcionais, 48 migrations — concepção, implementação e operação por uma pessoa.
- Operação real, medida em 22/08/2026 por consulta ao banco de produção (dados de teste excluídos): 25 contas de usuário reais em dois setores, em ~6 semanas de operação; 12 importações de cronograma processadas; acervo semanal cobrindo 10 semanas (jun–ago/2026); 7.245 tarefas na fotografia atual e ~193 mil registros de avanço físico no acervo — incluindo a carga do histórico legado, incorporado ao mesmo modelo.
- 4 projetos com acervo ativo, de uma carteira mapeada de 32 — o estado real de uma implantação em expansão, não um piloto encerrado.
- Em levantamento: comparativo de horas por ciclo (entrará como estimativa rotulada, com o método de chegada ao número).
Capacidades demonstradas
Arquitetura de produto e visão de plataforma · desenvolvimento full-stack (TypeScript, Next.js) · serviço de integração em Java (MPXJ) · modelagem de dados com segurança por linha (RLS) · geoprocessamento aplicado a obra linear · integração de IA · e a capacidade-síntese: traduzir o método de project controls em software que a operação usa de verdade.
Arquitetura e decisões técnicas
Visão geral
Aplicação web (TypeScript, Next.js, React, Tailwind, PWA) sobre PostgreSQL com Row-Level Security, e um serviço separado de leitura de cronogramas em Java (biblioteca MPXJ), containerizado e sem estado, chamado apenas servidor-a-servidor. A separação é deliberada: a leitura de .mpp/.xer é um problema de JVM; o produto é um problema de web — cada um na sua runtime.
Decisões que valem registro
- Snapshot imutável por entrega. Cada cronograma recebido vira um snapshot com hash; reenvio duplicado é recusado. O histórico não se reescreve.
- Acervo semanal por (frente, semana). A semana é declarada no upload e conferida contra a data de status do arquivo — divergiu, recusa. A trava transforma erro humano silencioso em recusa explícita.
- Rateio no tempo fiel à ferramenta de origem. O rateio de quantidades reproduz o MS Project ao centavo, incluindo os mecanismos internos menos documentados — retomada de tarefa interrompida (Stop/Resume), calendários com centenas de exceções, jornadas com intervalo. Validado caso a caso contra a ferramenta, número a número.
- Validações que protegem a série histórica: avanço em data futura recusado; chaves de agrupamento normalizadas (maiúscula/minúscula contava em dobro); quantidade que "desaparecia" por intervalo invertido recuperada em duas camadas — parser e consulta, para proteger também o que já estava gravado.
- Migrations reprodutíveis com portão de CI. O banco é reconstruído do zero a cada PR e conferido objeto a objeto contra a produção (844 objetos idênticos) — a fundação de deploy foi consertada sem custo de infraestrutura adicional.
- Assistente de IA com ferramentas de consulta sobre o modelo de dados, não sobre texto livre — a resposta sai do banco, não de suposição.
Genérico × aplicado
A versão em produção pertence ao contexto corporativo onde nasceu. A versão genérica — Chainage, Apache-2.0 — reconstrói o método do zero: um modelo canônico de programa de infraestrutura e um perfil de mapeamento declarativo que traduz a estrutura de cada organização (campos customizados, códigos, níveis de EAP) para o modelo, sem mudar código. Nenhuma linha de código corporativo atravessa; o que atravessa é o método, documentado.
Comparador de cronogramas
Motor VBA Excel ↔ MS Project · em uso semanal
Motor VBA (Excel ↔ MS Project), em uso semanal · aplicado em produção; versão genérica planejada
Contexto
As reuniões quinzenais e o reporte semanal exigiam uma análise comparativa dos cronogramas entregues pelas contratadas: o que mudou desde a semana passada, onde o desvio cresceu, que marcos escorregaram. Com múltiplas contratadas e dezenas de entregas ao longo do contrato, o volume de análise manual só cresceria.
Proposta
Um sistema que lê dois snapshots do mesmo cronograma — a entrega atual e a anterior — e gera, em um comando, o relatório executivo completo do ciclo: avanço previsto × realizado, decomposição do desvio por disciplina ponderada pelo peso, marcos com desvio de datas, tendência das próximas seis semanas e série histórica de todo o contrato.
Como funciona
- Dois modos de entrada: standalone (o Excel abre os dois arquivos e cria a própria instância do MS Project) ou como suplemento dentro do Project, recebendo a instância viva.
- Tendência projetada do cronograma corrente, não da linha de base — porque o previsto da linha de base, por definição, nunca varia entre execuções; a tendência que informa decisão é a do arquivo vivo.
- Série histórica sem banco de dados: cada relatório carrega a tabela completa do histórico numa aba oculta, e a execução seguinte a lê do relatório anterior. A persistência viaja com o próprio artefato — zero infraestrutura, zero dependência de rede.
- Relatório autônomo: o template "empresta" seus módulos ao relatório gerado, então cada relatório funciona sozinho — botões de PDF, imagem para ata e envio ao aplicativo continuam operantes em qualquer máquina.
- Integração com o ecossistema: um botão no relatório o envia via API ao aplicativo de acompanhamento, que consome os dados, gera as visualizações e notifica os gestores.
Resultado
- O comparativo semanal que exigia análise manual arquivo a arquivo passou a ser gerado em um comando — e o mesmo relatório serve à reunião, à ata e ao aplicativo.
- Da publicação à leitura: gestores notificados e consultando avanço e desvio em dois cliques, de onde estiverem — a informação deixou de depender de abrir o computador.
- Histórico completo do contrato preservado sem nenhum servidor: a série viaja nos próprios relatórios.
- Integração em operação, medida em 22/08/2026 no banco de produção: seis janelas semanais consecutivas de comparação, sem interrupção (jul–ago/2026), consumidas pelo aplicativo via API — cada janela começa exatamente onde a anterior terminou, e a continuidade é verificável na própria base. O caminho de um clique não é o demo: é o ciclo normal de operação.
- Adoção institucional do relatório (informado pelo autor, 04/09/2026): os relatórios gerados pelo comparador passaram a ser usados pela empresa como material de reporte interno, gerencial e a acionistas. É o indicador de resultado mais forte desta criação — não mede tempo economizado, mede em que ponto da organização o produto passou a ser confiado.
- Tempo de ciclo (informado pelo autor, 04/09/2026; não cronometrado por instrumento): a comparação entre revisões e a montagem do relatório eram manuais e custavam horas, variando com o tamanho do cronograma. Com o comparador, o ciclo completo fecha em menos de 10 minutos.
Método e limite desta medida: é observação de prática do autor sobre o próprio processo, não medição instrumentada, e o "antes" varia por arquivo. O que está firme é a ordem de grandeza — horas contra minutos — e o fato de o ciclo ter deixado de depender de janela de trabalho dedicada.
Capacidades demonstradas
VBA avançado com arquitetura desacoplada (extração → motor → relatório) · interoperabilidade COM entre Excel e MS Project — incluindo o tratamento do comportamento de instância única do Project, causa clássica de defeito nesse tipo de integração · desenho de persistência portátil sem infraestrutura · integração via API com aplicação web · percepção de produto: identificar que o limite seguinte era o acesso, e resolvê-lo.
Arquitetura e decisões técnicas
Estrutura
Motor em módulos VBA desacoplados — extração, comparação, relatório — comunicando-se por estruturas de dicionário, mais módulos de template que acompanham cada relatório gerado. Interface em dois modos: standalone do Excel ou suplemento dentro do MS Project.
Decisões que valem registro
- Snapshot-diff, não estado acumulado. O comparador não mantém banco: compara dois arquivos e embute o resultado — incluindo a série histórica — no próprio relatório. O relatório N é a fonte do relatório N+1. Persistência sem infraestrutura, auditável por qualquer pessoa com o arquivo.
- Instância COM única do Project. O MS Project não abre duas instâncias independentes como o Excel; o modo suplemento existe para receber a instância viva e abrir apenas o arquivo anterior — o tratamento desse comportamento está documentado no próprio código.
- Template que empresta módulos. O relatório gerado é um artefato autônomo (.xlsm): carrega os próprios botões e funções. Quem recebe não precisa do motor instalado.
- Âncora de marcos por convenção de campo — a estrutura de marcos é detectada a partir do preenchimento de um campo corporativo; na versão genérica, isso vira configuração declarada (o mesmo princípio do perfil de mapeamento do Chainage).
Genérico × aplicado
A versão em uso carrega convenções da organização (mapeamento posicional de campos customizados, campo corporativo de entrega, módulo de envio à API interna). O corte para a versão genérica está identificado: mapeamento de campos extraído para configuração, módulo de API parametrizado, credenciais fora do código. A arquitetura — snapshot-diff, histórico embutido, relatório autônomo — é integralmente transferível.
Análise crítica de cronogramas
Auditoria executável dentro do MS Project · em uso
Método provado em análise real, depois codificado em macros dentro do próprio MS Project · em uso; versão genérica planejada
Contexto
Quem contrata obra recebe o cronograma da contratada e precisa dizer se ele se sustenta. Na prática, isso é feito por leitura e experiência — o que não escala para centenas de atividades por entrega, não se repete igual entre semanas, e não deixa rastro: quando a contratada contesta um achado, a discussão vira opinião contra opinião.
Proposta
Transformar o faro em verificações nomeadas, com código estável, executáveis por qualquer pessoa dentro do próprio MS Project — e um relatório em que cada achado diz de onde saiu e como conferir.
Do método à ferramenta
A ordem de construção é parte do resultado: primeiro a análise, depois o código. A primeira análise crítica foi executada com um pipeline próprio (Python + MPXJ) sobre uma entrega real de 510 atividades — e cada verificação nasceu de um achado dessa análise, nenhuma foi inventada por completude. Só então o método foi codificado em macros VBA, para que a mesma auditoria rodasse dentro do próprio MS Project, por qualquer pessoa, a cada entrega.
Como funciona
- Verificações em três camadas, e a ordem é parte do método: primeiro a integridade da rede (execução fora de sequência, inversões totais), porque datas recalculadas sobre uma rede violada são números derivados de premissa falsa; depois aderência de datas; por fim consistência de apontamento.
- Cada verificação marca as atividades e aplica filtro e tabela próprios — o resultado é navegável no próprio cronograma, no contexto, e conferível na reunião com a contratada.
- Nada é alterado no arquivo: apenas um campo marcador e a exibição, com rotina de limpeza. As macros são imunes a idioma da instalação (propriedades em inglês, nomes de campo resolvidos em tempo de execução).
- Um comando gera o relatório completo — visual moderno, gráficos, lista de achados com identificadores, exportação em PDF — incluindo a seção "como reproduzir qualquer número deste relatório".
- Distribuição por instalador: modelo global + template, para uso em qualquer máquina da equipe.
Resultado
Na análise fundadora (entrega de 510 atividades de um trecho de ~22 km), o método encontrou — com evidência reproduzível:
- 60 vínculos de rede violados na data de status, com 8 inversões totais (sucessora concluída, predecessora nem iniciada);
- um adiantamento agregado de +3,72 p.p. que era ilusório: atividades fora de sequência cobrindo aritmeticamente atividades que deveriam estar concluídas e estavam em zero;
- 86,9% do custo de linha de base em 0,0% previsto e 0,0% realizado — não havia adiantamento onde estava o dinheiro, havia ausência de partida;
- reserva de improdutividade climática aplicada no ano errado em parte das atividades — otimismo de duração da ordem de 30%, invisível a olho nu.
Em seguida, já como macro em uso real, o mesmo conjunto de critérios auditou o cronograma de uma segunda contratada — 5.251 atividades folha — com o relatório completo gerado em um comando. A análise que dependia de experiência individual virou procedimento executável, auditável e escalável: de 510 para 5.251 atividades com os mesmos critérios, e a discussão com a contratada passou de opinião para evidência conferível.
Tempo por análise (estimativa do autor, de prática própria — não cronometrada): a análise manual equivalente custava ~1 hora para um cronograma de ~500 atividades e ~3 horas para um de 5.000+, variando com a qualidade do arquivo. Com o sistema, a geração do relatório completo — mesmo no cronograma de ~5.000 atividades — é observada em menos de 30 segundos, e o tempo do analista migrou para onde ele deveria estar: a interpretação.
Mais importante que o tempo, nas palavras do autor: o relatório visual "aumenta a percepção dos dados e evita deixar de identificar erros" — a análise manual de 1–3 h também carregava risco de cobertura (pontos não verificados); o sistema torna a varredura exaustiva por construção.
Projeção derivada de estimativas: no pico de uso previsto — 80 a 100 cronogramas em análise recorrente — a carga manual equivalente seria da ordem de 100 a 250 horas por rodada, contra minutos de execução.
Capacidades demonstradas
Domínio da mecânica interna do MS Project (rede, calendários, campos, unidades internas) · desenho de auditoria com código estável por achado · automação VBA robusta a idioma · geração de relatório reprodutível · a disciplina de método: cada verificação nasceu de um achado real — nenhuma foi inventada por completude, e duas foram removidas ao se mostrarem redundantes.
Arquitetura e decisões técnicas
Estrutura
Dois módulos VBA: o de análise (verificações, filtros, tabelas e agrupamentos dentro do Project) e o de relatório (coleta, aplica os mesmos critérios e injeta os dados num template HTML com gráficos e exportação em PDF). Instalador distribui modelo global + template.
Decisões que valem registro
- Código estável por achado. "A1" continua sendo A1 quando a implementação muda — é o que permite falar de um problema ao longo de semanas e entregas.
- Rodar onde o dado está. A verificação acontece dentro da ferramenta, sem exportação ou pipeline. Verificação que exige preparação não é rodada semanalmente; uma que é um atalho de teclado, sim.
- Imunidade a idioma: toda a lógica usa propriedades do modelo de objetos (sempre em inglês); nomes visíveis de campos são resolvidos em tempo de execução — a macro pergunta à instalação como o campo se chama, em vez de supor.
- Convenção de contagem explícita. Um mesmo conjunto de vínculos violados produz contagens diferentes conforme se conte sucessoras, predecessoras ou atividades distintas — todas defensáveis. A contagem oficial é alinhada à da própria ferramenta, porque divergir da convenção que a outra parte vê é entregar a discussão.
- Separar problema de execução de problema de registro: uma predecessora 100% física sem término real não conta como quebra de rede — migra para um achado próprio de apontamento pendente. Sem essa regra, a conversa com quem executa começa acusando a coisa errada.
- Unidades internas respeitadas: medidas de tempo do Project são armazenadas em minutos sobre a jornada configurada — toda comparação deriva de uma constante lida do arquivo, nunca de número mágico.
Genérico × aplicado
As verificações e o relatório são transferíveis a qualquer obra; as convenções de campo corporativas (situação, justificativa) são pontos de configuração identificados para a versão genérica.
Gestão de equipe e competências
Sistema com série longitudinal de dados · em uso pela equipe
Aplicação web em uso pela equipe de planejamento · projeto pessoal (repositório privado) · será absorvido como módulo de equipe da plataforma Chainage
Contexto
Gestão de equipe técnica costuma viver em planilhas dispersas: quem domina o quê, metas de desenvolvimento, matriz de responsabilidades, registros de 1:1. Sem estrutura, a informação não se acumula — e perguntas como "a equipe está evoluindo nas competências que o trabalho exige?" ficam sem resposta objetiva.
Proposta
Um sistema único com seis módulos — pessoas, competências, metas, RACI, acompanhamento, painel — desenhado desde o início para medir, não só registrar: cada dado nasce com escala definida, visibilidade deliberada e captura mensal para série histórica.
Como funciona
- Competências em escala de aquisição de habilidade (Dreyfus, 1–5), com a régua documentada em manual — incluindo perguntas de desempate entre níveis vizinhos — e imposta no banco de dados (tipo numérico com restrição), não apenas na tela: seis pessoas medindo com a mesma régua produzem números comparáveis.
- Visibilidade desenhada por tipo de dado: metas descem em cascata hierárquica (servem para o nível acima ajudar); competências não — são visíveis apenas ao dono e à administração, porque expõem fraqueza pessoal e exigem confiança. A regra de acesso protege a honestidade do registro — quem se sente vigiado subnotifica, e o dado enviesa.
- Registro de retrabalho com definição operacional única ("a entrega já tinha sido dada como pronta?") e exportação mensal em CSV — a fotografia da equipe, com carimbo de data em cada linha.
- Consentimento informado desde o primeiro registro: a equipe sabe o que é registrado, com que frequência, quem vê, e o possível uso em pesquisa acadêmica pseudonimizada.
- Manual do usuário completo (PDF, 20 páginas) entregue antes do primeiro cadastro.
Resultado
- Uma equipe real operando com régua de competência comparável e trilha de desenvolvimento individual — em vez de avaliação por impressão.
- Série longitudinal mensal de competência, cadência de acompanhamento e retrabalho — base de dados que quase nenhuma equipe de planejamento possui, coletada com consentimento e desenho de medição desde a origem.
- Em consolidação: primeira fotografia mensal da série (set/2026).
Capacidades demonstradas
Desenho de instrumento de medição (escala, régua, trava de integridade) · segurança por linha (RLS) com visibilidade diferenciada por natureza do dado · ética de dados aplicada (consentimento, pseudonimização) · gestão de pessoas instrumentada — a ponte entre liderança de equipe e engenharia de dados.
Linha do tempo
Como as criações se encadeiam — cada ferramenta nasceu de um limite encontrado na anterior.
Antes de 2026 — a base
Mais de dez anos de engenharia civil, incluindo prática independente com ~100 projetos e mais de 1.200 ARTs, e a transição deliberada para desenvolvimento de software como segunda competência — não como troca de carreira, mas como instrumento da primeira.
Jun–Ago 2026 — o ecossistema de acompanhamento
O acompanhamento de obras de um programa rodoviário multi-contrato era manual e disperso. Em dois meses (329 commits), concebi e implementei uma plataforma web completa: importação nativa de cronogramas (MS Project, via serviço próprio em Java), curva S, retigráfico com lançamento de avanço, mapa com lançamento por posição, monitoramento de chuva, relatórios e assistente de IA.
Jul 2026 — o comparador de cronogramas
As reuniões quinzenais exigiam comparar a entrega semanal de cronograma de cada contratada com a anterior — trabalho manual crescente. Construí um motor VBA (Excel ↔ MS Project) que gera o comparativo completo em um comando, com tendência de 6 semanas e série histórica embutida nos próprios relatórios, sem banco de dados.
Em seguida, o limite: o relatório ainda exigia abrir o computador. A resposta foi um módulo no ecossistema que consome o relatório via API — um botão no próprio relatório o envia ao aplicativo, e qualquer gestor é notificado e consulta os dados em dois cliques, de onde estiver.
Ago 2026 — a análise crítica de cronogramas
Analisar a qualidade de um cronograma entregue dependia de leitura e experiência. Codifiquei as verificações — cada uma nascida de um achado real, nenhuma inventada por completude — em macros que rodam dentro do próprio MS Project e geram relatório reprodutível: cada achado diz de onde saiu e como conferir.
Ago 2026 — a plataforma aberta
Os sistemas acima pertencem ao contexto onde nasceram. O método deles está sendo reconstruído do zero na plataforma aberta Chainage (Apache-2.0): modelo canônico de programa de infraestrutura + perfil de mapeamento declarativo, para servir a qualquer organização sem mudar código.
Em paralelo — gestão de equipe
O sistema de gestão de equipe (competências em escala Dreyfus, metas, RACI, acompanhamento) entrou em uso real pela equipe de planejamento, com uma decisão de longo prazo: captura mensal de série longitudinal de competência × desempenho — dado que quase nenhuma equipe tem, coletado com consentimento informado desde o primeiro registro.
Capacidades
| Capacidade | Demonstrada em |
|---|---|
| Planejamento e project controls — cronograma, EVM/curva S, medição de avanço físico, análise de tendência | Todas as criações; núcleo da atuação profissional |
| MS Project avançado — mecânica interna (rateio no tempo, calendários, Stop/Resume, campos customizados), automação VBA imune a idioma | Comparador · Análise crítica |
| Análise crítica de cronograma — integridade de rede, execução fora de sequência, consistência de apontamento, decomposição de desvio por peso | Análise crítica |
| Desenvolvimento full-stack — TypeScript, Next.js/React, Tailwind, PWA | Ecossistema · Gestão de equipe |
| Integração de dados de cronograma — Java, biblioteca MPXJ, serviço containerizado (Cloud Run) | Ecossistema |
| Banco de dados — PostgreSQL, modelagem, Row-Level Security, migrations reprodutíveis com portão de CI | Ecossistema · Gestão de equipe |
| VBA / automação Office — motor desacoplado, interop COM Excel↔Project, persistência sem infraestrutura | Comparador |
| Geoprocessamento aplicado a obra linear — mapa, posição por quilometragem/estaca, eixo projetado | Ecossistema |
| Integração de IA — assistente de consulta em linguagem natural sobre os dados do programa | Ecossistema |
| Desenho de medição — escalas com trava de integridade, série longitudinal, consentimento informado | Gestão de equipe |
| Documentação e método — manuais de usuário, relatórios reprodutíveis ("confira você mesmo"), registro de decisões | Todas as criações |
Resultados medidos
Cada número aqui carrega data e método; onde a medida é estimativa do autor, está dito.
| Resultado | Onde | Estado |
|---|---|---|
| Relatórios adotados pela empresa para reporte interno, gerencial e a acionistas | Comparador | informado pelo autor, 04/09/2026 |
| Ciclo de comparação de revisões: de horas para menos de 10 minutos | Comparador | informado pelo autor, 04/09/2026 — não instrumentado |
| Cronograma de 5.251 atividades analisado em menos de 30 segundos (≈3 h no processo manual) | Análise crítica | medido; o "antes" é estimativa de prática |
| 25 contas de usuário reais em dois setores em ~6 semanas de operação | Ecossistema | medido em produção |
| Arquivos de até 6.483 atividades (60 MB) processados com validação automática | Ecossistema | medido |
| Seis janelas semanais consecutivas de comparação consumidas via API, sem interrupção | Comparador | medido no banco, 22/08/2026 |
A regra que sustenta esta tabela: número sem data e sem método não entra — fica como "em levantamento" até existir. Foi assim que o resultado do comparador esperou de agosto a setembro para ser escrito.
O que ainda não domino
Esta seção existe porque um portfólio que só lista forças não é conferível — e porque o que falta hoje diz para onde a trajetória vai.
- Primavera P6 — a lacuna mais relevante para o mercado internacional de project controls. Curso em andamento; o domínio real virá do serviço de ingestão de arquivos XER da plataforma aberta, que é estudo de P6 aplicado e não paralelo a ele.
- Delay analysis forense (metodologias de análise de atraso para pleito contratual) — conhecimento conceitual, sem aplicação em caso real.
- DCMA 14-point — as verificações próprias cobrem parte do mesmo terreno; a métrica formal ainda não foi adotada.
Formação e certificações em curso: pós-graduação em Gerenciamento de Projetos (conclusão 2027) · PMP planejado para 2027 · AACE PSP planejado para 2029 · MSc Civil Engineering & Construction Management (Heriot-Watt) a partir de 2027.